quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Chamavam-me netinha. Sou uma *canequita*.

Meus Bisavós maternos, Maria e Zé *Caneco*.

Foto de João Pinto, anos 50 do século passado.

Avós paternos de minha Mãe. O 1º *caneco* de alcunha. Avós de Afonso, Bisavós de Nuno e Trisavós de Rodrigo (personagens reais de estórias nos meus blogues). Há tantos anos que se foram. Nas minhas idas à Cerdeira, desde pequenina, fui aprendendo a reconhecê-los. Na minha memória um casal de velhinhos. Os avós-velhos. Ela cheirava a fumo, ele a tabaco de onça. Ele tinha um ar casmurro. Ela tinha um ar doce. Pais do meu querido Avô Manuel, um doce de pessoa, também. A casinha deles ainda existe. Serve de casa de arrumos. Está coladinha à minha. Não me pertence, mas está ao meu lado. Que recordação boa quando a olho. O alpendre - que só imagino porque já não existe - era em madeira que rangia quando o pisávamos; da entrada escura com cheiro a fumo de lenha que ardia no chão da cozinha. E da entrada nunca passei. Da candeia a petróleo, da janelita ao fundo por onde entrava a pouca luz ... Tão pobres que eram. Nasceram 3 filhos (que eu conheci). Maria Luisa, Esmeralda e Manuel. Elas casaram e ficaram por lá. Meu avô veio até Lisboa.

A que paredes de doces recordações as da casinha se encostaram.

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