Não há vida como a do campo era um grito de guerra, quando chegávamos para 1 mês de férias à Serra da Lousã. Nesse tempo, as férias tinham de ser gozadas por inteiro.
Em fundo, o belíssimo vale de Góis ou do Ceira, tanto me faz.
Identifico o rio Ceira atravessado pela Ponte Manuelina. Os campos cultivados. A estrada para Carcavelos.
Cliquei esta foto parada uma sombra de eucaliptos, numa paragem para descansar as pernas da já longa descida que estávamos a efectuar a pé, das Ladeiras para Góis, por uma estrada imaginária.
Marido está sentado e o senhor meu Pai feliz.
Anos 80/90 do século passado. Há muito, muito tempo...
O esquecimento está cheio de memória. Cada lembrança é um tijolo que constrói a minha vida. A eternidade é um dia.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Saudade destes momentos
Ano de 1998, Setembro. Fim de férias.
Então ó Palmira, vou-me embora e não fazemos nenhum pic-nic? Ó coisa, isto é que é uma «bida»! Então não? Olha, é já amanhã que não temos mais fim de semana nenhum. A minha cunhada também se «bai» embora ... eu faço aqui um lanche e «bamos» comê-lo por aí.
E no último Domingo de férias, depois de almoço, uma carrinha «fór-transito» com uma «carrada» de gente e petiscos saiu da Póvoa, foi estrada fora e depois cortou por aceiros, connosco atrás noutro carro, tumba-catrapumba, até pararmos num local fresco, debaixo de um eucaliptal frondoso. Saímos dos carros. Olhei e ouvi um regato de água de nascente a cantar, um chão direito e limpo e um abrigo em tijolos de onde foi tirada a mesa-que-está-sempre-pronta-para-lanches.
E eu: juntem-se para a foto. Afonso ficou a refilar, que daí a bocado era noite. Claro. O sol já não batia em nós, mas na copa do arvoredo. Tivéssemos ido mais cedo ...
Foi na Ribeira d'Amieiro e em pé estão J.P.-o-senhor-meu-pai, Manuel Oliveira do Vale d'Abilheira, Palmira, Marido, Gracinda, Afonso, Casimiro e Suzete-a-senhora-minha-mãe. Sentada está uma irmã de Palmira, mulher de Manuel Oliveira, que por muito que puxe pela cabeça, não me sai o nome. Tenho de telefonar lá para cima...
Todos os nossos lanches ou pic-nics mereceram um clic, para mais tarde recordar. Essa foto que mudei para Sépia, mostra um grupo de amigos e familiares que se querem bem.
No ano seguinte, de novo em Setembro, levei uma cópia desta foto para os 3 casais. Porque conta uma estória. Foi a última foto com a presença do senhor meu Pai, nos belíssimos momentos de férias que ele adorava, passados durante muitos anos com nossos primos Afonso e Palmira, na Serra da Lousã.
PS - A minha prima Palmira sabe que eu me meto com ela por causa da troca dos *v's* pelos *b's* :)
terça-feira, 6 de abril de 2010
Broa e queijo de cabra
Os hipermercados populam pelas vilas do interior do meu País. Eu, Lisboeta com terra, quando lá vou, podendo dispôr de uns euros para adquirir umas amendoas ou uns folares, é fácil para mim fazer boa figura e contribuir para a continuação dos empregos dos locais nessas zonas comerciais. Para oferecer aos de lá, claro. Porque para trazer, da terra, alguma coisa para oferecer aos meus de Lisboa, nicles!
Depois a velha e sábia frase: *levarás? trazeráz!!!*. Por isso, o que depois recebo, não há euros que comprem ou paguem. Não há à venda em lojas nem em supermercados, nem em bancas nas feiras semanais. Não há artesanato nesta parte da Serra da Lousã, no Concelho de Góis, a não ser o Mel, mas que já no final das férias de Verão fiz dele ofertas.
Concluo que existem mãos dos que ainda sabem fazer as coisas, mas que só produzem para casa, para os seus e para os amigos.
Uma broa e um queijo de cabra da minha prima Lídia, a quem, a custo, consegui arrancar um sorriso para esta foto. Onde encontrar estes dois sabores? Em nenhures.
Que consigas com teu Marido Antero, continuar a amassar broa e a coalhar leite das cabras por muitos mais anos.
Já não há geração que vos substitua nestas lides.
Bem-hajam.
Depois a velha e sábia frase: *levarás? trazeráz!!!*. Por isso, o que depois recebo, não há euros que comprem ou paguem. Não há à venda em lojas nem em supermercados, nem em bancas nas feiras semanais. Não há artesanato nesta parte da Serra da Lousã, no Concelho de Góis, a não ser o Mel, mas que já no final das férias de Verão fiz dele ofertas.
Concluo que existem mãos dos que ainda sabem fazer as coisas, mas que só produzem para casa, para os seus e para os amigos.
Uma broa e um queijo de cabra da minha prima Lídia, a quem, a custo, consegui arrancar um sorriso para esta foto. Onde encontrar estes dois sabores? Em nenhures.
Que consigas com teu Marido Antero, continuar a amassar broa e a coalhar leite das cabras por muitos mais anos.
Já não há geração que vos substitua nestas lides.
Bem-hajam.
sábado, 20 de março de 2010
Apanhá-lo assim, foi difícil
Alvém, é um lugar da Freguesia de Góis, na margem esquerda do Rio Ceira.
Quando calha andarmos por montes e vales, pelos aceiros e não pelas estradas feitas, acontecem estes momentos.
Este é um clic de uma foto em papel que está no álbum das recordações. Por isso mesmo, com pouca nitidez. Mas de uma bela paisagem, isso não tenho a menor dúvida.
PS: É Carcavelos e não Alvém. Alguém fez o comentário e eu só tenho de emendar o erro.
quarta-feira, 17 de março de 2010
1976 - há 34 anos.
Euzinha na Lousã
Íamos muito até à piscina, lá em baixo, quando o carro podia descer. Houve depois e recentemente, proibição na descida de automóveis. Deixamos de lá ir.
Água gelada que até faltava o ar. Há outros sítios, mais perto da Cerdeira, com água menos fria...
Em fundo, o castelo. «Forte implantado sobre um promontório rochoso no vale da ribeira de Arouce, em frente à Ermida de Nossa Senhora da Piedade. A sua muralha irregular cerca um pequeno terreiro e no interior existe uma torre de menagem do século XIV, coroada por ameias. A entrada do castelo é enquadrada por dois torreões e mais três se distribuem ao longo das muralhas. O castelo foi um ponto estratégico importante durante a reconquista, travando as incursões mouras que vinham do vale do Zêzere. (Monumento Nacional).» Tirado daqui: http://www.descubraportugal.com.pt/edicoes/tdp/registo.asp?idcat=1124&id=327722&tipo=r
sábado, 30 de janeiro de 2010
Lembras-te?
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