sexta-feira, 26 de março de 2010

No balcão da Ti Amada

Esta foto não está nada nítida. Tenho pena. Ainda hei-de procurar o original e fazer um scan como deve de ser.
No balcão da Ti Amada sentavamo-nos, lembro, em amena cavaqueira. Do aldo esquerdo, sentada no degrau está a Florinda. Logo acima, euzinha junto de meu avô Manuel. Depois está a senhora minha mãe encostada ao ombral e os primos. São sobrinhos e filhos de Ti Carlos Simões, marido de Amada. A senhora do lado direito é a Ti Idalina das Ladeiras, que se deslocava de terra em terra para vender peixe (mais sardinhas) que transportava à cabeçana canastra, envoltos em folhas de fetos. Lembro-a pelo timbre da voz - forte - e pelo cheiro que emanava, derivado à sua profissão de peixeira. As ruas eram forradas de mato.

Por lembrar Amada, lá na Cerdeira antigamente, davam nomes às meninas muito inspiradores de cenas bonitas. Ora a ver se me lembro: Amada, Benvinda, Preciosa, Aurora.
Digam lá que não.

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